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Quais são os estágios da Mal de Parkinson?

A Mal de Parkinson progride lentamente, de modo que os pacientes podem apresentar ao longo do tempo maiores prejuízos nas funções motoras, tais como tremores de intensidade crescente, maior dificuldade na coordenação motora fina, na marcha e rigidez dos músculos. Habitualmente, os neurologistas fazem uso da escala de Hoehn e Yahr (Postada Anteriormente) que gradua os estágios da Doença.  

Deve-se ressaltar que a progressão da Doença é variável e parte dos pacientes não atingem os estágios mais avançados da moléstia.

Estágios da DP (Escala Modificada de Hoehn & Yahr)

Estágio            Sinais

0                      Sem sinais da doença

1                      Doença unilateral

1,5                  Acometimento unilateral mais axial

2                      Doença bilateral, sem comprometimento dos reflexos posturais

2,5                   Doença bilateral leve, com recuperação nos testes de reflexos posturais

3                      Doença bilateral de leve a moderada, há instabilidade postural; independente nas atividades da vida diária

4                      Alto grau de incapacitação; ainda consegue andar ou em pé sem auxílio

5                      Confinado à cama ou à cadeira de rodas, a menos

 

Como a Mal de Parkinson é diagnosticada?

O diagnóstico na fase inicial da Mal de Parkison  é realizado por um médico, preferencialmente neurologista.

A identificação de síndromes parkinsonianas manifestadas através do quadro clínico clássico, descrito anteriormente, geralmente não oferece dificuldades. 

Porém, em fases iniciais ou mesmo em fases mais avançadas, o quadro pode apresentar-se de forma fragmentada, dificultando o seu reconhecimento.

Essas formas fragmentárias de parkinsonismo podem ser divididas em dois tipos básicos:

• Forma rígido-acinética, caracterizada pela presença  de acinesia e/ou rigidez;

• Forma hipercinética, em que está presente apenas o tremor.


Quem pode ser afetado pela DP? 

Entre as moléstias que afetam o sistema nervoso central, a DP apresenta
importância especial, pois inclui-se entre as mais Frequentes enfermidades
neurológicas, com prevalência na população ao redor de 100 a 150 casos por 100
mil habitantes.
O início da doença ocorre geralmente ao redor dos 60 anos de idade, acometendo igualmente ambos os sexos e diferentes raças. Os casos que têm início 
antes do 40 anos são considerados como formas precoces da moléstia.

O que causa a DP?

A causa (etiopatogenia) da DP ainda é obscura e controversa, contudo supõe-se que haja a participação de vários mecanismos neste processo, tais como: fatores genéticos (hereditariedade), neurotoxinas ambientais (pesticidas e produtos químicos), estresse oxidativo, anormalidades mitocondriais e excitotoxicidade.
Os corpos de Lewy são considerados a principal característica patológica da DP, podendo ser encontrados em pessoas assintomáticas e em outras doenças degenerativas que atingem o sistema nervoso central.
Portanto, diversas hipóteses têm sido propostas para explicar a origem da DP. Talvez, a origem da doença deva-se a uma combinação desses fatores aliados a outros que possam vir a ser descobertos.