Levodopa - tomo a mais de 5 anos


Levodopa
A levodopa é a droga mais eficaz no alívio dos sintomas parkinsonianos, mas nem sempre ela deve ser administrada no início da doença. Nessa fase, a maioria dos especialistas prefere iniciar o tratamento com medicamentos menos potentes e reservar a levodopa para as fases mais avançadas. A levodopa é um aminoácido cujo nome químico é 3,4- dihidroxi-fenilalanina. É uma substância precursora da dopamina, pois quando sofre a ação da enzima dopa-descarboxilase dá origem à dopamina. Portanto, a administração de levodopa aumenta os níveis de dopamina no cérebro.

A levodopa é rapidamente absorvida na porção proximal do intestino delgado. Alguns fatores como a redução da motilidade do estômago e a ingestão de alimentos ricos em proteínas, próxima do horário da tomada da medicação, podem retardar ou mesmo reduzir a absorção da levodopa. Parte da levodopa é metabolizada em dopamina antes de conseguir atingir o cérebro. A enzima responsável por essa transformação é a dopa-descarboxilase. Por esse motivo, a levodopa é sempre administrada em conjunto com uma substância que inibe a dopa-descarboxilase. Os medicamentos à base de levodopa disponíveis no mercado já vêm associados a um inibidor da dopa-descarboxilase. Existem dois inibidores utilizados clinicamente: carbidopa e benserazida.
Em geral, após 20 a 30 minutos da tomada da medicação, o efeito antiparkinsoniano começa a aparecer.  A duração do efeito de cada dose também é variável e depende, entre outros fatores, do estágio da doença. Nas fases iniciais, quando ainda existem células cerebrais capazes de funcionar como "depósitos", e armazenar a dopamina produzida pela levodopa, cada dose pode ser eficaz durante mais de 6 horas de modo que duas a três tomadas por dia podem ser suficientes para o controle dos sintomas.

Nos primeiros 4-5 anos de tratamento com levodopa, os sintomas podem ser bem controlados com relativa facilidade. Após esse período, muitos pacientes começam a experimentar complicações do tratamento. À medida que a doença progride, e mais células cerebrais degeneram, o cérebro perde a capacidade de armazenamento de dopamina e a duração do efeito torna-se progressivamente menor. Observa-se então o fenômeno de "deterioração do fim da dose", em que os sintomas voltam a aparecer antes da próxima tomada da medicação. Quando isso ocorre, o médico geralmente reduz o intervalo entre as doses de modo a adequar o paciente a essa nova situação. O tempo de benefício vai sendo encurtado progressivamente ao longo do tempo, ocasião em que outras drogas devem ser utilizadas para potencializar a ação da levodopa.

Outra complicação da levodopaterapia é representada pelo aparecimento de discinesias. Discinesias são movimentos involuntários anormais de natureza contínua, em forma de dança, que podem acometer os membros, tronco ou face e lembram os movimentos da coréia.

Distúrbios psiquiátricos na forma de alucinações podem ocorrer, principalmente quando doses mais altas são utilizadas. As alucinações são quase sempre visuais, como por exemplo a percepção visual de pessoas estranhas, ou de pessoas já falecidas dentro de casa. São também comuns os delírios, que são idéias ou crenças falsas e sem qualquer embasamento lógico que são interpretadas como verdadeiras.

Náuseas e vômitos podem ocorrer no início do tratamento. Podem ser evitados com o uso de doses pequenas no início e com aumento gradual. Outras vezes, o uso de um antiemético pode ser necessário.

11 comentários:

  1. tenho 50 anos e me deram duas alternativas: levodopa e estimulação magnética. qual o melhor caminho?

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    1. meu avô está tomando cloridrato de biperideno está sendo bom para ele, a mão parou de tremer.

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    2. meu avô está tomando cloridrato de biperideno está sendo bom para ele, a mão parou de tremer.

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  2. eSTOU SOFRENDO COM ESSA LEVODOPA , TENHO TODOS OS SINTOMAS DO MAL DE LEVODOPA MEU MEDICO ESTA REDUZINDO A ADMINISTRAÇAO DO PROLOPA. MEU CORPO REAGE TERRIVELMENTE CONTRA. PARO DE ANDAR ,NAO DURMO, DISCINESIA VIOLENTA.

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    1. Verdade. também tomei por 6 anos. pois o primeiro médico receitou logo de cara. achei que era a salvação e agora esses sintomas que você fala apareceram (andei pesquisando e vi a historia do mal da levodopa, cujo site colocaram vírus para que não pudéssemos ler. Mas, antes de informar ao novo médico, fiz a redução por não aguentar a discinesia dolorida. o mesmo disse que eu não aguentaria, então passou mantidan 100mg outro com vários efeitos colaterais e diminuiu a dose do prolopa. Então falei da fadiga do Parkinson e ele me adiantou tomar complexo B. É assim que venho me sustentando, mas o incomodo do prolopa é terrível.

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  3. cuando para efeito da levodopa tomou junto prepamipesol,efetio me dura 40 minutos cada dia menos,pasomal tremo toda não consigo caminhar só cuando tomo de novo,,melhora

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  4. Minha Mae ja está em um estagio avancado da doenca, comecou o tratamento pela quarta vez mas sempre parava e agora fomos em um outro neuro ele receitou de cara prolopa, silegilina e stabil e logo no primeiro dia passou a noite vomitando e nao quer mais continuar

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  5. A minha mãe tem os sintomas do parkson, pois as mãos dela tremem, mas ela não aceita que tem a doença,eu a levei em 4 neuros e todos eles dizem que é parkison,a ultima vez que a levei a doutora receitou prolopa bd 100/25 mas ela não aceita tomar de jeito nenhum.E ela esta largada sem movimento nenhum, não sei oque eu faço, alguém poderia me receitar um remédio bom para que ela recobre os movimentos rapidamente, pois ela é um pouco pesada e eu ja não estou aguentando com ela, pois fica dificil para locomove-la, e eu como filho fico muito triste em ver a minha mãezinha nessa situação, por favor me ajudem, e que seja um remédio eficaz e que a gente consiga comprar mesmo sem receita, por favor meu whatsapp é: (67) 996361313 - José Antonio. Desde ja agradeço a quem puder me ajudar.

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  6. Mistura o prolopa na gelatina e dá na colher pra ela. Veja se melhora... Tenta dar sem ela perceber que é o remédio.

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    1. A minha mãe toma há uns 6 anos mas nunca se adaptou. Quando passa o efeito do remédio ela fica como se tivesse com crise de abstinência. É horrível.Depois que passa, ela se acalma, fica normal, consegue até andar devagar... às vezes percebo que sem o prolopa ela fica melhor, mais leve...

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  7. Chego a suspeitar que ela não tenha Parkinson ou, esse prolopa não está sendo bom. 5 ou 6 medicos achavam que não era e outros 5 afirmam que é...é um dilema na minha vida e na dela.

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